"EU" por: eu mesmo


Nhooooooooom

(Fonte: internetchurch)


http://cartasqueabrisalevou.blogspot.com/

– Meu blog só com poesias


Eu poderia ser seu herói, mais de que te valeria 
Se tudo que você quer é ser dona de seu destino
Eu poderia ser seu herói, que nenhum sacrifício seria
E sempre serei seu herói na sua sombra escondido

Eu poderia ser seu herói, mais de que te valeria
Se tudo que você quer é ser dona de seu destino
Eu poderia ser seu herói, que nenhum sacrifício seria
E sempre serei seu herói na sua sombra escondido


Suplica a Branca Ave da Noite

Hoje me derramo novamente nestes textos
Que saudades, na dura solidão, passaram sem mim.
Como sou egoísta por receber na angustia deles os beijos
E enterrá-los na noite em minha vida e sem flor de jasmim.
Rogando perdão digo-lhes com coração palpitante – voltei.
E trago comigo histórias de tristes tempos de ausência,
Pois fui fraco ao louco seio da dama da noite onde me alentei
Quando sumiu meu amor para longe pedindo clemência.
Hoje com sua volta, volta-me também a tua lembrança
Ao perguntar-me – “Como passei sem te ter por um dia?”
Hoje canto pra ti pelos campos de flores como uma criança,
Sem pressa de ter calma ao sonhar minha bela enquanto dormia.
Sim, ela me veio. Mais trousse junto de si a premonição da ausência
O mundo conspira junto aos homens tira-la de mim novamente
Volto-me a ti, na presença da noite te pedindo clemência
Para que e voe cantando o que sinto a ela tremula e ausente:
– Não tremas mais que seu queixo, minha amada, no frio,
Ao ouvir meus versos de calorosa paixão se acalme.
Não temas minha volta ao bordel da madrugada insano e sombrio
Nem temas que outra, perdida, em minha estrada se passe
Se há ainda dor por desrespeitar sua falta perdendo-me na noite
Se há ainda suplícios pelo tempo que te fiz esperar-me
Se há ai o remorso dos meus olhos que outra antes viu e não avistou-te
Todo castigo, que não for teu desprezo, poderá despejar-me
Se é medo da tua falta em mim, por ti já ser dor sentida
Se é anseio de teu teatro retirar-me todo o sentimento
Ou se crê que seus sonhos e meus sonhos não se cruzam na vida
Faço-me brisa para dizer-te na branca seda de seus lençóis neste momento
Não há distancia, de hoje em diante, que eu não atravesse
Por mais que os anos e as correntes arranquem do meu corpo o descanso,
Nem há por ti sofrido fingir ou grito contido que em mim te matasse.
Seu sonho tornou-se meu sonho, e só em ti acalmada sou manso.
Branca ave poesia, diga que a espero se preciso for esperar.
Sei que te deixei pássaro da noite, quando de minha juventude fostes seda pano
E se minhas angustias, com justiça, seu canto nos lençóis dela não derramar,
Antes de ir, se não for pedir muito, diga a ela apenas – “Eu te amo.”



Dedico essa musica para todos os meus amigos. talves minha vida seja apenas uma ilusão pasageira, “do pó ao pó”… mas os poucos momentos que não fui pó, fui com vocês



hoje eu morro

Hoje eu morro, e imagino:
Na hora em que hoje eu morresse,
O que eles, pensando não me conhecer, fariam;
O que você, fingindo ter me conhecido, diria;
O que eu, vendo-te me ver morto, pensaria.
Mas hoje eu morro.
Só me cabe imaginar
O quanto, a me ver morto, você sofreria,
Quando você viraria as costas.
E quando você me esqueceria.
Se ao menos como os outros fizesse
Se dessa sombra solitária da poesia me desfizesse
Se um último sentido a meu último dia desse
Mais não o faço, nem desfaço
E nenhum sentido dou.
Mais mesmo que assim fosse
Não adiantaria o esforço…
Pois hoje, hoje eu morro.




As Fontes

Quando a noite seca derrubou seu manto

Quando a voz suave parecia um pranto

Quando seu chamado fez rasgar-me a noite

Quando a velha sem nome saciou sua foice

Quando meu silencio parecia um grito

Quando a longa rua parecia um vicio

Quando fui das trevas nas trevas me acabar

Quando sequei meu rosto pra te ver chorar

Quando sua ausência já me era sentida

Quando minha dor cedeu a dor de outra vida

Quando me disse baixinho no meu rosto colado

Quando lentos sentamos de lado, lado a lado

Quando tudo que eu tinha era uma humilde lembrança

Quando sumia com o vento a chama da esperança

Quando não havia maldade muito menos pudor

Quando podia falar finalmente em dor

Quando o facão do vento rasgou a ceda saudade

Quando o impulso da volta me dividiu a metade

Quando o grito no vacou virou sussurro de vontade

Quando o novo amanhecer presenteou-me tua imagem

Quando a manha trousse a palavra que salva

Quando sol calo-se e minha dor estava calma

Quando sua palavra afastou-te e a minha aproximou

Quando o nenhum grito se ouviu por quem retornou

Quando o tempo sem presa arrancou a ferida

Quando atentos passamos desatentos a vida

Quando não era de fato nem o fato era de se ser

Quando tentamos distantes mais próximo conviver

Quando jogamos com a noção de estarmos vivos

Quando enterramos a chama mesmo sem termos o perigos

Quando minha boca decidiu o que a tua me repetia

Quando finalmente acabou o que eu ainda sentia



(Fonte: abismoespargido)


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